Divergências entre MP e Polícia Civil em debate no programa Polêmica
O presidente da Associação do Ministério Público do RS, Marcelo Dornelles, participou nessa terça-feira, 05, do Programa Polêmica da Rádio Gaúcha. O debate foi sobre o caso Eliseu Santos, com a pergunta: o conflito em Ministério Público e Polícia Civil vai acabar bem ou mal? Também estiveram presentes o promotor de Justiça, Vitor Hugo Azevedo, o delegado Ivair Maynart e o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do RS, Wilson Muller.
O presidente da Associação do Ministério Público do RS, Marcelo Dornelles, participou nessa terça-feira, 05, do Programa Polêmica da Rádio Gaúcha. O debate foi sobre o caso Eliseu Santos, com a pergunta: o conflito em Ministério Público e Polícia Civil vai acabar bem ou mal? Também estiveram presentes o promotor de Justiça, Vitor Hugo Azevedo, o delegado Ivair Maynart e o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do RS, Wilson Muller.
Dornelles defendeu que a conduta do MP foi normal, pois sempre há uma investigação paralela dos crimes. O promotor relatou que ainda há elementos da investigação que podem dar novos rumos ao caso, mas ainda estão em sigilo e não podem ser divulgados no momento. Debateu o vazamento do vídeo do depoimento do motorista dos acusados, que era prova sigilosa, liberada pela polícia antes de chegar às autoridades públicas e ao MP.
O delegado Wilson Muller acredita que o que prejudicou as relações entre MP e Policia Civil foram os excessos verbais, salientando que aconteceram diversas críticas ao trabalho dos delegados na época do fato, mas acredita que as instituições devem continuar fazendo seu trabalho e tentar harmonizar as relações entre elas em prol da sociedade gaúcha. Dornelles concorda que pode ter acontecido excesso dos dois lados e corrobora a ideia de trabalhar para harmonizar a situação. Acredita que é necessário desvendar o caso, seguir com as investigações, reforça que o trabalho da Polícia é fundamental para a sociedade e o Ministério Público.
O promotor Victor Hugo de Azevedo acredita que estão superados os conflitos que possam haver em relação ao MP e a Policia Civil e ressalta que divergências são naturais e ocorrem todos os dias. Relata que é normal que delegados e promotores cheguem a conclusões diferentes em investigações.